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Compartilhando Idéias

 
 Tema e Variações
 

Na música, filmes, romances, pintura, dança e arquitetura, a maioria dos trabalhos é organizada ao redor de um tema - ou seja, uma idéia central unificadora. Os temas são utilizados para unir os vários aspectos do trabalho. Sem um tema seria difícil unificar os eventos que acontecem na peça.

Uma organização pode ser unificada por um tema e variações sobre um tema central. Dentro da complexidade a unidade pode ser criada. Todas as decisões, políticas, estratégias, táticas e o trabalho real do dia a dia que as pessoas fazem, podem e devem ter uma diretiva em diração a uma finalidade central unificadora - o tema da organização. Como na música, uma organização terá contratemas que constrastam e desta forma apóiam o tema. Variações sobre o tema podem funcionar para adicionar dimensão e profundidade. Em uma organização que tenha uma unidade temática consistente, todas as ações têm uma finalidade dentro do contexto maior da empresa.

Quando pensamos na revisão organizacional da empresa temos de pensar em termos temáticos - nossa finalidade, estratégia de negócios, etc. Como encaixam-se? Qual é o papel e função de cada elemento? Como afetam-se uns aos outros. Em uma organização bem projetada, podemos procurar qualquer um e perguntar-lhe: 'O que está fazendo?' e seriam capazes de dizer. 'E por que está fazendo?' e seriam capazes dize-lo a partir do ponto de vista do tema organizacional. Esta é a marca da organização que é bem projetada - as pessoas sabem o que estão fazendo e como encaixam-se no quadro maior.

Fonte: Estrutura e Comportamento Organizacional - Robert Fritz

 
 A Biografia humana  - Suas crises e suas chances de desenvolvimento
 

Todos nós, em algum momento de nossa vida, já tivemos a sensação de um mal-estar indefinido; não estamos doentes nem sãos e chegamos a nos perguntar: "Que está acontecendo comigo, será que estou com alguma doença?" Vamos ao médico, mas este realmente não acha nada. Temos a impressão de que este mal-estar oculta um sentimento que, às vezes, está mais ou menos presente, vai e volta; que o trabalho não está rendendo tanto quanto antigamente; que o entendimento com a mulher ou o marido não se dá mais espontaneamente, parece que o "amor" acabou; não temos mais paciência com os filhos nem com os companheiros de trabalho. Enfim, sentimos que algo em nossa vida deveria mudar, mas não sabemos bem como, nem por onde começar. Estamos em "crise".

De que natureza é esta crise?

Podemos chamá-la de biográfica. Por quê? A vida vinha seguindo um rumo determinado, amadurecíamos com as vivências, vencíamos obstáculos, púnhamos de lado outros - enfim - durante anos e anos tínhamos aquela sensação de bem-estar, de que tudo vai bem. Porém, sem o percebermos, fomos nos tornando mais maduros e, ao mesmo tempo em que isso acontecia, nossas orças biológicas, que a partir dos 35 anos começam a diminuir, não agüentavam mais a nossa solicitação e, de repente, não conseguimos mais manter o equilíbrio adequado entre regeneração e desgaste, e isto nos levou a esta "crise".

 O que descrevemos acima ocorre por volta dos 40 anos e ocorre em todos nós. Mas há outras crises, nas mais diversas idades. Também há aquelas crises ou situações que se repetem muitas vezes na vida de certas pessoas, que fazem com que elas, por exemplo, se sintam como "ovelhas negras" ou que usam, frequentemente, a expressão "sempre me acontece isso". Há, portanto, crises e situações que são bem individuais e, outras, que não são tão individuais e que ocorrem em todo ser humano. Se então tentarmos descobrir o que por um lado é crise e que, por outro lado, é chance de desenvolvimento, começamos a perceber o que faz parte do nosso destino muito individual e o que é comum a todo ser humano da nossa civilização atual.

 Conhecer nossa biografia, debruçarmo-nos sobre nossa história de vida, amplia nosso auto-conhecimento e também o conhecimento do próximo. Com a retrospectiva da vida, podemos, no curso biográfico, acordar a vontade de modificar o futuro.

 Cada um traz dentro de si uma questão biográfica, uma pergunta que nos faz buscar um curso biográfico. Qual é a sua pergunta?

 

Pergunta

Tem paciência

com tudo não resolvido em teu coração

e tenta amar as perguntas em ti

como se fossem quartos trancados

ou livros escritos em idioma estranho.

 

Não pesquises em busca de respostas

que não te podem ser dadas,

porque tu não as podes viver,

e trata-se de viver tudo.

 

Vive as grandes perguntas agora.

Talvez, num dia longínquo,

sem o perceberes,

te familiarizarás com a resposta.

                    Rainer Maria Rilke

 
Textos e poesia acima extraídos: do folheto "A biografia humana" e do prefácio do livro "Tomar a vida nas próprias mãos", ambos de autoria de Gudrun Burkhard.

 

 
 

 

 

 

 

 

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